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Aracaju,SE
Setembro/2010

Alberto Alcosa
Publicitário e Chargista.
Contatos através do email: aalcosa@yahoo.com.br

Blog - Alberto Alcosa - 05/01/2010 15:27
Com ou sem crises 

Muito embora o ano de 2009 não tenha sido assim tão extraordinário para o mercado publicitário nacional – por conta dos impactos causados pela crise econômica mundial, com uma consequencial retranca das grandes marcas anunciantes –, o mercado publicitário sergipano seguiu seu fluxo natural. E não obstante as ocasionais turbulências de praxe (incluindo as devidas precauções), de certa forma, o ano passado consolidou a retomada do crescimento e deve ficar marcado como um período de resultados bastante significativos, no qual aconteceu um fato altamente positivo. Isto é, um grande número de anunciantes mudou seu comportamento em relação à propaganda, em termos de estratégias de criação e mídia.

E para se chegar a tal brilhante conclusão não é necessário ter aquele olho clínico e nem tampouco ser um expert do ramo. Basta apenas que se dê uma rememorada mais cuidadosa nos eventos, nas campanhas e nos anúncios comerciais que foram veiculados nos diversos meios de comunicação para perceber que eles foram muito mais ousados e criativos. Ou seja, ao contrário do que se podia imaginar ou presumir, a propaganda (dirigida e integrada) produzida no ano passado em Sergipe não foi aquela ‘maçaroca’ de informações, pesada e chata, com anúncios mal produzidos, que, na maioria das vezes, não passavam de briefings executados ao pé da letra. Prova disso é que conseguimos nos lembrar deles muito bem.

A título de reflexão, se a propaganda comercial, como a conhecemos, é a característica mais visível da economia de um mercado específico, a criatividade, com certeza, é a característica mais marcante da evolução desse mercado, em relação à propaganda, obviamente. E se os anunciantes (clientes) ousaram nesse sentido, foi sinal de que eles descobriram que a propaganda criativa consegue vender muito mais. Agora, como eles chegaram a essa descoberta, sem dúvida, os méritos devem ser creditados às agências e, principalmente, à percepção dos próprios anunciantes, esses, que souberam acompanhar também o avanço dos veículos de comunicação e outras mídias alternativas e pertinentes.

Entretanto, numa ponderação mais ampla (esquecendo aquela velha história de que ‘a necessidade é a mãe da criatividade’), na verdade, convém também ressalvar que a crescente complexidade do mercado fez com que o anunciante começasse a ficar mais aberto a novas idéias para a resolução de seus problemas. Antes esses problemas eram resolvidos através de um acervo de improvisações e de conhecimentos genéricos, portanto, correndo todos os riscos. Assim sendo, diante de um mercado cada vez mais exigente, era natural que se formasse no anunciante essa mentalidade ambiciosa (no bom sentido), sobretudo, fundamentada sobre pesquisas, estudos e análises muito mais desenvolvidas e acuradas.

Desse modo, também seria natural que esse mesmo anunciante (muito mais consciente do valor de cada real investido), esperasse os melhores resultados pelo seu investimento. E aí, nessa parte, é que entraram (e entram) as agências e, mais designadamente, o publicitário com toda sua capacidade técnica e criativa, para garantir que o dito fato altamente positivo (lá do início do comentário) acontecesse e continue cada vez mais acontecendo e evoluindo. E o mais importante: com a certeza e a consciência profissional de que a agência que os anunciantes querem, hoje, em 2010, no mínimo, tem que ser muito melhor do que a agência que foi ótima no ano passado, em 2009 – com ou sem impactos de crises... é isso.
 


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