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Desde os primórdios da humanidade que a alimentação revela comportamentos culturais variados. É aforismo amplamente difundido por médicos e nutricionistas que “somos o que comemos”, e tal frase é reveladora da vinculação cada vez maior entre alimentação e saúde, tão presentes na sociedade atual.
A ciência tem ditado as regras e os valores em relação à comida de nossa sociedade através dos tabus e proibições criados pela nutrição. Barreiras de diversas ordens sejam religiosa, ideológica ou folclórica, estão sempre presentes na nossa mesa.
Aprendemos ao longo da nossa vida, que não podemos viver sem comer carne devido ao seu alto teor de proteína. Alguns dizem até que sem carne o corpo “enfraquece”, até chegar à desnutrição. É certo que a carne é um alimento. Também é certo que os efeitos maléficos deste alimento têm desencadeado uma série de problemas para a saúde do corpo físico e do corpo espiritual do homem.
Podemos enumerar uma série de malefícios, amplamente difundidos em compêndios de alimentação natural, em livros de nutrição, revistas e textos em geral. Dentre estes há o fato de a carne ser de um animal desvitalizado; seu excesso de gordura saturada provoca o colesterol; os antibióticos ingeridos pelo animal, contidos nas rações químicas causam a resistência do organismo às bactérias, sem falar também nas vacinas, resíduos de pesticidas como o DDT e carrapaticidas, nos hormônios sintéticos para aumentar a produção de leite e todos os efeitos colaterais advindos tais como crescimento de seios, nos garotos e a menstruação precoce nas meninas.
Dizem que a carne vermelha é uma espécie de suave veneno da alimentação e que sua ingestão prolongada e excessiva pode causar câncer de estômago e de cólon. A sua digestão é lenta e por ser pobre em fibras, o processo de digestão deixa substâncias no organismo que não são aproveitadas nem dispensadas na excreção. Associada a toda uma dieta também pouco rica em fibras, pode causar prisões de ventre. E aí está a raiz de um grande mal. O bolo alimentar constante desse tipo de dieta faz com que as toxinas das fezes fiquem em maior contato com a parede do intestino.
Muitas religiões contêm leis alimentícias que se preocupam com a saúde do ser humano e com o sofrimento dos animais. Algumas delas incentivam o vegetarianismo, a exemplo do Judaísmo, Hinduísmo, Budismo, dentre outras. Muitas delas afirmam que certos alimentos baixam a nossa energia, comprometendo e dificultando nossos esforços de elevação espiritual.
Até se tornarem carne nos açougues ou em qualquer supermercado, os animais são submetidos à grande crueldade, tratados como coisas – começando pelos métodos utilizados para a engorda, o transporte em condições miseráveis e o abate - tudo isso revela a falta de respeito do homem pelos direitos dos animais. Os documentários “A CARNE É FRACA” e “TERRÁQUEOS” retratam, de forma contundente, toda a crueldade a que são submetidos estes animais antes de chegarem às mesas da maioria da população.
Sem querer aprofundar o tema, mas destacar o pensamento de grandes personalidades a respeito da abstenção de comer carne, é imperioso constatar que milhares de pessoas conseguiram e conseguem viver, e muito bem, sem precisar de animais para alimentar-se, a exemplo de Mahatma Gandhi, Sócrates, Einstein, dentre outros.
Meditemos sobre o que disseram grandes personalidades a respeito do tema:
“Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem”. Leonardo Da Vinci, pintor italiano.
“Se o homem aspira sinceramente viver uma vida real, sua primeira decisão deve ser a de se abster de comer carne e não matar nenhum animal para comer”. Leon Tolstoi, escritor russo.
“O homem implora a misericórdia de Deus e não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã, e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo de maldades e erros pelos quais cada um terá de responder”. Buda, mestre religioso.
“Quando me tornei vegetariano, poupei dois seres, o outro e eu”. Profº Hermógenes, escritor, professor e divulgador brasileiro do hatha ioga.
“Enquanto o homem continuar a ser destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher alegria e o amo”. Pitágoras, filósofo e matemático grego.
“Se quisermos nos libertar do sofrimento, não devemos viver do sofrimento e do assassínio infligidos a outros animais”. Paul Carton , médico francês.
“Quando um homem mata um tigre, chamam a isso de esporte; quando um tigre mata um homem, chamam a isso de ferocidade”. Bernard Shaw, escritor irlandês.
“Ha muito de verdade no dito de que o homem se torna aquilo que come. Quanto mais grosseiro o alimento tanto mais grosseiro o corpo”. Mahatma Gandhi, político e líder independentista indiano.
“Pudésseis viver do perfume da terra e, como uma planta, nutrir-vos de luz”. Gibran Khalil GibraN, escritor libanês.
“A estrutura do homem, interna e externa, comparada com a dos outros animais, mostra que as frutas e os vegetais suculentos devem constituir sua alimentação natural”. Lineu, botânico, zoólogo e médico sueco.
“Sou fervoroso seguidor do regime vegetariano. Mas nada por razões morais ou estéticas. Creio que uma ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de tal maneira que melhorará em muito destino da humanidade”. Albert Einstein, cientista.
“Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens estão além de nossa compreensão. Por favor, ajudem a parar com esta loucura”. Richard Gere, ator e budista.
“Oh, tirem minha cabeça, mas rogo que parem a matança!” Sadhu Vaswani, religioso indiano.
“Não haverá justiça enquanto o homem empunhar uma faca ou uma arma e destruir aqueles que são mais fracos que ele”. Isaac Bashevis Singer, escritor judeu-americano.
“Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para o sofrimento deles”. Paul e Linda Mccartney, ídolos pop.
“O que não concebo é degolar um cabrito, asfixiar uma pomba, cortar a nuca de uma galinha ou dar punhaladas em um porco para que eu coma seus restos. Não é por uma questão de química biológica o motivo de eu me ter passado para as fileiras do ovo-lacto-vegetarianismo, mas pelo imperativo moral de que minha vida não seja mantida às custas da vida de outros seres”. Dr. Eduardo Alfonso, médico naturista espanhol.
“Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue – vos repito, que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer?” Putarco, filósofo e biógrafo grego.
“Os vapores das comidas com carne obscurecem o espírito. Dificilmente pode-se ter virtude se se desfruta de comidas e festas em que haja carne. No paraíso terreno não havia vinho, nem sacrifício de animais e tampouco se comia carne”. São Basílio, teólogo e escritor cristão.
“Não destruas por causa da comida as obras de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça”. Romanos, 14: 20, 21.
“Como rei, esforcei-me para impedir o dano a criaturas vivas e renunciei a ter grande número de caçadores e pescadores e às caçadas a que se entregam outros governantes”. Rei Asoka, terceiro monarca da dinastia dos Máurias(India) .
“Os vegetais constituem alimentação suficiente para o estômago e, no entanto, recheamo-lo de vidas valiosas”. Sêneca, filósofo romano.
“Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal”. Pierre Weil, doutor em psicologia.
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