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Olhares retrospectos associados a dados presentes são excelentes demarcadores de previsões futuras. Uma leitura de passado e presente garante hoje uma convicção concreta sobre a sucessão: Déda, PT, vencerá João, DEM, sem necessitar segundo turno. E o fará com boa margem. Melhor do que a obtida em 2006, quando liquidou a parada logo no 1º turno, num 'escore' de 52,4% contra 45% dos votos.
Esta tese já foi apresentada nesta coluna da edição 1324, de 26 de julho, quando o Dataform apresentava um Déda com 41,1% e um João com 37,6% de intenção, o que gerava uma vantagem de apenas 3,5 pontos pro petista. A coluna alertava que era uma margem muito pequena, e perguntava: "Mas e onde então está a tendência de que Déda e não João põe a mão no canudo de governador?"
A resposta: "Está na infinita configuração de vantagens que o faz de pé perante o oponente: é 'dono' de Governo, é protegido de um presidente de República forte, tem uma candidata à Presidência em ascensão, tem a maior coligação interna, está espichado no curtume das melhores lideranças políticas e partidárias, não tem nenhum candidato nanico entre os demais cinco que acene perigo e, sobretudo, está com sua carreira em decolagem ou, no mínimo, em voo cruzeiro". E dizia: "João está no extremo oposto de tudo isso. Vive apenas do rescaldo e do peso de seu nome histórico".
Boas opiniões precisam ser calçadas em bons fatos e em propósitos sérios, que não distorçam e nem enganem. Um mês depois, e o Dataform vem dar razão àquela opinião, fazendo com que a diferença de Déda sobre João pulasse dos 3,5 para 15,3 pontos percentuais. Agora são 48% contra 32,7%, o máximo e o mínimo obtidos por um e outro. No mais, a tendência apontada ali de uma Dilma em crescimento confirmou-se explosivamente.
Numa retrospectiva bem mais longínqua, o leitor vai encontrar um Déda entre 17 e 20 de agosto de 2006 com apenas 2,6 pontos no Dataform à frente de João - 36,5% x 33,8%. E no voto válido ele terminou vencendo a eleição com a diferença de 7,4 pontos em relação ao seu maior concorrente e de 5,9 sobre o bloco junto.
Pese-se o fato de que naquele 2006 Déda não dispunha de uma 'obra administrativa estadual' (leia no Caderno 1 entrevista dele sobre isto) para mostrar aos sergipanos. Hoje tem. E ainda ostenta condições melhores de parcerias políticas do que há 4 anos. Daí os seus índices estarem ao invés dos 2,6, em 15,3 pontos.
Leve-se em conta que seu principal oponente, além de partidariamente estar mais solitário e nada renovado, ainda não dispõe do Governo do Estado de que dispunha à época. Portanto, a menos que ocorra agora a fatalidade de Marcelo Déda xingar a Deus ou de rogar praga contra os pais, as chances para João Alves são as mais deploráveis possíveis.
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