Os servidores do Sergipe Previdência decidiram por unanimidade entrar em greve por tempo indeterminado durante assembléia realizada nesta quinta, 11. A partir da próxima segunda, 15, os funcionários da instituição cruzarão os braços em protesto contra a perda de gratificações ocorrida após o desmembramento do Ipes em Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde do Estado de Sergipe - Ipesaúde - e Sergipe Previdência.
Além da perda de gratificações, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Sergipe – Sintrase, Waldir Rodrigues, houve um aumento de responsabilidades. “Se antes nossas atividades se restringiam a pagar pensionistas, atualmente o Sergipe Previdência tem obrigações com quem já está aposentado, pensionistas e ainda com aqueles que querem se aposentar. Enquanto isso, o nosso quantitativo de pessoal continua bastante pequeno”, explica Waldir Rodrigues.
De acordo com a assessoria de comunicação do Sergipe Previdência, o presidente em exercício Pedro Vieira estaria em reunião na Secretaria da Fazenda nesta tarde e não poderia dar entrevista. A assessoria informa ainda que o posicionamento da instituição continua o mesmo e o Sergipe Previdência aguarda definição da Secretaria de Administração quanto às gratificações dos servidores.
Waldir Rodrigues declara que o principal argumento para a não concessão das gratificações atualmente é a crise financeira pela qual passa o atual governo. “No entanto, essa crise é para uns, mas não para todos. Não houve crise para o reajuste do piso dos professores da rede estadual. Os policiais civis merecem aumento? Sim, merecem, assim como os professores, os agentes penitenciários, as diversas categorias. Só que o estado não pode olhar para uns e não olhar para outros”, argumenta o presidente do Sintrase.