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Os delegados de polícia de Sergipe decidiram em assembléia no final da tarde desta quinta-feira, 11, na sede da Delegacia Plantonista à Rua Laranjeiras, centro da capital, manter as reivindicações feitas ao governo de Sergipe, que segundo a categoria, não tem se pronunciado nem mesmo ao apelo do secretário de Segurança Pública, João Eloi. Para os delegados deflagrar uma greve só em caso extremo, mas pode ocorrer.
O presidente da Associação que representa os delegados no Estado – Adepol - Kássio Viana, disse que a proposta analisada junto ao secretário de 20% de reajuste com uma mudança de anuênio para triênio é aceitável. A categoria pedia inicialmente quando somadas todas as reivindicações cerca de 25% de reajuste. Os delegados querem ainda incorporação de gratificação por curso, criação da promoção automática e os 5% de recuperação salarial que não beneficiou a categoria em 2008.
Kássio alerta que uma greve para buscar uma solução só ocorreria em caso extremo, mas não é impossível. Isso, porque segundo ele, apesar de toda a mobilização, o governador não acena de nenhuma forma. Ele disse que na tarde desta quinta, esteve reunido com o líder do governo Francisco Gualberto que manifestou solidariedade a categoria e se comprometeu em interceder junto ao governador Marcelo Deda.
“Merecemos mais atenção, afinal trabalhamos com segurança pública. Não queremos nunca chegar a uma greve, porque sabemos que seria desastroso para o Estado”, observou Kássio.
A informação da Acadepol atesta que em 2007, o salário do delegado de Sergipe despontava como quinto do país e melhor do Nordeste. Hoje os delegados de Sergipe aparecem no cenário nacional em 16º lugar. Kássio não entende a situação e compara a dos policiais que despontam com o segundo melhor salário do país. “Não achamos que os policiais mereçam ganhar menos, entendemos que estamos com defasagem em nossa remuneração”, observou o presidente da Adepol.
Nesta sexta-feira, 12, os delegados estarão na Secretaria de Segurança Pública onde vão manifestar seu apoio ao secretário por estar atendendo bem a categoria e se posicionando junto ao governador, no sentido de que ele atenda aos manifestantes. “Vamos manter o movimento, até que o governador sinta a importância de negociar com a categoria”, observou Kássio Viana. Ele garante que a população não vai sofrer com o movimento e que o estado não ficará sem segurança.
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